quinta-feira, 15 de outubro de 2020

SOMOS TODOS MORTOS VIVOS

No fundo do fundo
Há  um silêncio 
Dentro da minha voz,
Que tenta dizer a vida
No vazio do mundo através dos restos profundos dos outros.

Todo ser humano
É  um morto vivo
No não  lugar de si mesmo
Como ser falante e ativo.
Há algo de incompreensível 
No exercício diário do dizivel
Que tem um gosto vago de morte. 



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