Amar é algo que nos é ensinado e
não um dado natural. Cada cultura desenha seus estilos de relacionamento. Mas
todos envolvem comprometimento e intimidade. Amor é invariavelmente relação
entre corpos, é presença.
Recuso aqui as sublimações metafisicas,
as definições de amor inspiradas na tradição judaico cristã, na abstração vazia
do principio do amor ao próximo. Afinal, não existe este “próximo” sem que se
cultive intimidade. Empatia é um fenômeno
que não nos ocorre gratuitamente como um
irracional imperativo. É mais adequado
falar em empatia. Mas a empatia é algo cultivado, trabalhado e seletivo.
Amar é a outra face da afinidade.
Não é um sentimento universal e impessoal. Amamos apenas aqueles que em alguma
medida elegemos para o amor ou, simplesmente, aprendemos a amar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário