quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O AMOR COMO AFINIDADE E ELEIÇÃO


Amar é algo que nos é ensinado e não um dado natural. Cada cultura desenha seus estilos de relacionamento. Mas todos envolvem comprometimento e intimidade. Amor é invariavelmente relação entre corpos, é presença.

Recuso aqui as sublimações metafisicas, as definições de amor inspiradas na tradição judaico cristã, na abstração vazia do principio do amor ao próximo. Afinal, não existe este “próximo” sem que se cultive intimidade.  Empatia é um fenômeno  que não nos ocorre gratuitamente como um irracional  imperativo. É mais adequado falar em empatia. Mas a empatia é algo cultivado, trabalhado e seletivo.

Amar é a outra face da afinidade. Não é um sentimento universal e impessoal. Amamos apenas aqueles que em alguma medida elegemos para o amor ou, simplesmente, aprendemos a amar.

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