É certo que a morte é o fim absoluto do corpo e da pessoa que foi este corpo. Entretanto, ninguém deixa de ser para alguém porque morreu.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.
domingo, 28 de junho de 2026
quinta-feira, 18 de junho de 2026
PARTE DE MIM
Parte de mim está morta.
Outra parte de mim morre de saudades.
Mas há, também, uma terceira parte de mim que não se importa.
É minha melhor parte....
RADICAL NIILISMO
Quero respirar outro mundo,
sentir e saber de outra forma,
ser por inteiro meu corpo
sem alma.
Quero viver radicalmente
a matéria viva da realidade,
ir além do humano,
do céu, do inferno
e da autoridade de toda verdade.
terça-feira, 16 de junho de 2026
ALIANÇAS
Ando sozinho
sonhando com os outros.
Mas o que me importa é ser Único.
Sei que a vida é devir e absurdo.
Tudo é mudança,
encontro, despedida e susto.
MINHA VIDA
Minha vida acontece
onde ninguém sabe
ou se importa.
É feita de ilusão, rotina
sobrevivência e cansaço.
É o que passa, o que segue
e o que acaba.
Minha vida é qualquer coisa gasta,
urgente e quase morta
que silenciosamente passa.
domingo, 7 de junho de 2026
AOS FINS DE SEMANA
Aos fins de semana
imagino discos voadores,
protestos, guerrilhas,
brigas na lama e deuses decapitados.
Aos fins de semana
fujo de passeios na praça,
do almoço em família,
para cultivar minha raiva.
Há mais raiva no mundo
do que esperança,
há mais raiva do que vida
nos fins de semana.
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