Tudo que me importa agora é poder ir embora,
abandonar velhas inércias e antigas rotinas.
Depois de maio, talvez em agosto,
eu saiba, finalmente, o tempo
das despedidas.
Pois, dentro de mim,
crescem silêncios e mortes.
Já é quase hora de partida.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.