quinta-feira, 28 de maio de 2026

MINHA DOR

Minha dor nunca será  arte.
Ela é  angustia, limite e grito.
Não tem estética,
não é sublime.

Minha dor é  crua e ilegível. 
Não  é materia para terapeutas,
padres ou moralistas.

Não é sintoma,
não  é  física,
nem tem alma.

Minha dor é a vida
que se perdeu dos meus dias.



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