sábado, 13 de novembro de 2021

CONTRA EXISTÊNCIA

Minha existência não atende pelo nome de vida
e nem se quer se conforma a consciência de um rosto. 

Ela tem sido qualquer outra coisa
além do consenso da multidão. 
Algo sem nome, assignificante,
sem verbete nos dicionários.

Ela é uma espécie  de queda perpétua de um corpo que nunca superou o parto
e busca o mar por instinto.

Minha existência é um estado falsamente infinito
 de medo e de espanto.





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