sábado, 13 de novembro de 2021

TEMPO MORTO

Meu tempo é ontem.
É sempre o distante,
da velha casa
que sobrevive na fotografia.

É a dor do instante
da presença fria das cinzas
onde antes um fogo ardia.

Meu tempo é o silêncio,
o esquecimento,
a inércia do que jaz desfeito.


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