quarta-feira, 4 de setembro de 2019

AQUELA MENINA QUE NUNCA MAIS VI DE NOVO

Ninguém escutava seus passos
Naquela rua poluída por gente.
Ninguém notava sua solidão,
Sua presença  indigente.
Havia muita fome em seus olhos
E palavras quebradas em seus gestos.
Mas o mundo não  lhe intimidada.
Pegava qualquer esperança no chão
E seguia sempre em frente
Na contramão  dos fatos.
Seu futuro era incerto,
Mas seu presente era intenso.
O mundo não  lhe intimidava.
Apesar de tudo,
Mergulhada em sua solidão,
Ela sonhava.

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