Há algo de profundamente
artificial e monótono na linguagem amorosa. Demonstrar afeto constantemente
através de palavras de carinho chega a ser mesmo tedioso e cansativo. Afinal, ninguém
ama ou vive o amor o tempo todo. Normalmente estamos atolados em preocupações
banais e pouco dispostos a dar atenção ao outro. Nem sempre estamos disponíveis
ou dispostos a trocas afetivas. Na maior parte do tempo estamos simplesmente
administrando a realidade, sobrevivendo ou, simplesmente, entediados.
Em qualquer relacionamento, a
manutenção da privacidade, um pouco de solidão, as vezes, é a maior garantida
de uma boa convivência. Precisamos estar sozinhos de vez em quanto. Isso não
nos torna indiferentes ao outro, mas mais conscientes do seu lugar em nossas
vidas. É sempre preciso observar e zelar pelas distancias que nos permitem
estar próximos.
Em um relacionamento a solidão é
uma virtude.
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