sábado, 6 de setembro de 2025

A POESIA E O GRITO

A poesia está 
onde a vida grita.
Não importa se de dor
ou de alegria.
Só importa a intensidade do grito,
a profundidade do raso instante
onde se agita a vida
através daquele que a grita.
A poesia grita
e pouco importa 
de quem é a garganta
que vomita o grito.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O MUNDO EM QUE VIVO

O mundo em  que vivo
é um passado perdido e latente 
no fundo da minha imaginação.

É um estado de luto permanente
queimando no meu coração.

O mundo em que vivo
é a verdade de uma antiga e perdida ilusão.

O OUTRO...

O outro é sempre o distante,
o estranho do nosso limite.

O outro é quem não somos,
julgamos.
É quem quase não existe.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

TUA PRESENÇA

Tua presença enfeita meu tempo,
espalhando-se pelo cotidiano,
pela banalidade da minha existência,
como um perfume de primavera.

Tua presença é a essência do meu mundo.
É o mais íntimo absurdo
do impossível de um  desejo surdo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

CONTRA O ESTADO E O CAPITAL

A sociedade atual,
branca, ocidental,
judaico cristã e capitalista,
é inimiga da natureza e da vida.

Mas nós, que não somos brancos,
que vivemos nos trópicos,
queremos fugir ao moderno,
a economia global.
Queremos reinventar territórios,
ressignificar a existência,
contra o Estado e o Capital.





PELO DIREITO DE SER GENTE

Além dos limites do ontem,
do hoje e do sempre,
imagino futuros insurgentes.
Desatinos, tumultos,
alarmes de incêndio!!

Além do limite da lei,
da moral e do Estado,
afirmo nosso direito inalienável,
radical, de ser gente.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

O MAIS PROFUNDO DO NOSSO PASSADO

As coisas permanecem intensas
na intuição de um passado 
que escapa a memória.
Posto que é vasto e arcaico.


Tudo acontece em cores vivas 
e a vida faz sentido
neste perdido tempo do mais profundo antigamente. 

Este passado é nossa mais radical e coletiva esperança.
É onde, ainda, somos todos selvagens,
crianças, indiferentes a razão e a norma,
no abismo da mais profunda e inumana natureza.

Este passado ecoa através de nós 
desde do princípio do mundo.