onde a vida grita.
Não importa se de dor
ou de alegria.
Só importa a intensidade do grito,
a profundidade do raso instante
onde se agita a vida
através daquele que a grita.
A poesia grita
e pouco importa
de quem é a garganta
que vomita o grito.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.