pelo que foi impossivel,
pelo que nunca deu certo,
e sempre foi proibido.
Vivo pela utopia de um desejo indiscreto
e em nome de todos os inacidos.
Sei que a vida é uma ferida no tempo,
um erro bem sucedido.
Aconteço naquilo que carece de nome.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.
O princípio de eros não mais governa nossos afetos.
Convivemos em dissidências.
Todos estão contra todos.
Cada um inventa dentro de si mesmo
sua própria horda primitiva.
São tempos de confrontações
sem conflito
onde a verdade é um delírio
contra uma realidade ilegível.