quinta-feira, 8 de novembro de 2018

A MAGIA DA MÚSICA

As paixões só são plenas através da música.
Os gestos às turvam,
Revelam o quão sombrio
É um coração empenhado.
Mas a música impõe ritmo ao corpo,
Este prisioneiro da vida,
E dançamos para adivinhar o mundo,
Para esquecer o que somos....

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O MÍNIMO DO AFETO

Os afetos são feitos por pequenos jeitos, através de trocas miúdas, quase silenciosas. Ele é discreto. 


O cuidado com o outro é uma arte difícil porque exige sempre e constantemente o mínimo. E como é difícil dedicar constantemente  atenção às pequenas coisas cotidianas. Eis o mais árduo e difícil dos sacrifícios.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

ALUCINADA NOSTALGIA

Não sei o tamanho da saudade que sinto de mim mesmo. Apenas percebo  que quem sou, como todo mundo que amei, é uma  ausência que me queima, uma falta que me fere.
Explode em mim a alucinada vontade de me desfazer em passados.

Amo desesperadamente tudo aquilo que já não é.

O AMOR COMO SOLIDÃO

A solidão pode ser expressão de um amor intenso pela vida. Pois o amor é uma força, uma vocação para relações e intercâmbios entre todas as coisas. Não é um sentimento ou um instinto, mas uma condição de tudo que existe. 

Amar é ser preenchido de mundo, é ter consciência de tudo aquilo que nos cerca como parte de tudo aquilo que somos. Quanto mais povoada uma solidão, mais ela é intensamente uma genuína expressão amorosa.

AMAR É NÃO QUERER MAL

O amor não é apenas querer bem, mas primordialmente não querer mal. Crimes de amor  são prova cabal do quanto amar pode ser perverso e doentio. Pois o querer bem, por si mesmo, não exclui relações de poder é dominação. 

Não há nada de nobre no empenho de amar. O amor pode ser uma prisão ou  matriz de uma passionalidade delinquente é irresponsável nadadora de toda alteridade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O AMOR COMO UM ATO DE TRAIÇÃO

Se a intimidade define um relacionamento, o amor é justamente aquilo que nos faz fugir dele. Amamos sempre o que nos lança para fora, o que nos leva a buscar outra coisa, qualquer alternativa às concessões e tédios que definem um relacionamento. 


O amor é sempre liberdade, enquanto o casamento e seus similares, não passam de uma prisão.

O amor está sempre do lado de fora do sedentarismo afetivo. Ele é sempre testemunho de uma infidelidade à nós mesmos na afirmação irracional de um impulso de vida.

A FELICIDADE NA MEDIOCRIDADE

Sempre nos misturamos na superfície da vida. Nunca exploramos os afetos intensos combinando amor e ódio. Jamais tivemos grande importância um para o outro. E foi justamente por isso que tudo deu certo. Fomos simplesmente bons amigos compartilhando o tédio do dia a dia. Nenhuma ambição, nada de obsessão. O mundo inteiro era feito de plástico colorido. Tudo era tão descartável quando bonito. Fomos um casal inteiramente sem qualidades.