sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

MUNDOS PARALELOS

Nossas vontades descombinaram.
Já não vivemos a mesma vida,
o mesmo mundo
e nem sentimos as mesmas coisas.
Eu diurno,
você noturna,
e o universo em movimento,
expandindo dentro de nós.
Jamais seremos os mesmos,
não coexistimos.
como milhões de outros

neste mundo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

AS PESSOAS PASSAM

As pessoas passam,
percorrem o tempo,
uma entre as outras.
Mas todas são inconstantes.
Partem a todo instante.
Estão sempre apressadas
indo para algum lugar.
Viver, afinal,
é movimento
e nada dura para sempre.
Nos despedimos a cada momento...


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O ABSURDO DO AMOR

O mais absurdo do amor
É transformar o outro
Em uma necessidade,
Em um objeto de desejo,
Que já não tem direito
A uma existência própria.
Amar é insano.
E a louca sempre cansa.
Por isso somos inconstantes
Diante das artimanhas

Do amor verdadeiro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MATE O AMOR

Preciso matar urgentemente
Aquele amor que a gente sente,
Que nos fere a pele,
A individualidade,
E o sentimento da gente
Ser gente.
Preciso ser livre,
Independente e finito
No amanhecer absurdo de mim mesmo.

A felicidade não cabe em palavras de amor.

UM RELACIONAMENTO BANAL

Ela era tudo que eu não esperava.
Mas ficava ali ao meu lado
Enquanto a vida passava
E nos aborrecia.
Alguns beijos,
Alguns bons encontros,
E a gente se iludia um com o outro,
Dia após dia.
Pouco esperávamos em nossas vidas.
Nos bastava aquela rotina morna

Onde aos poucos desaparecíamos.

sábado, 2 de janeiro de 2016

SOMBRAS DO AMOR

Há pessoas que falam tanto no amor que é justo duvidar de sua capacidade de amar. Onde o amor é  um discurso ele deixa de ser uma vivência banal e cotidiana que  e se torna apenas uma questão ideológica.

O amor não é uma virtude ou um valor moral, não passa de uma pré disposição biológica e uma necessidade psicológica. Pode se tornar também uma obsessão e compor o cenário de alguns quadros patológicos.


Não somos muitos conscientes sobre o amor. Quanto mais o aprisionamos em uma  duvidosa formula pseudo altruísta, mas mascaramos suas dinâmicas obscuras.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

AMOR E VÍCIO

Estava acostumado
A ficar ali,
Em qualquer canto
Do seu dia
Esperando a noite cair.
Precisava viver através
De você
Minhas imemoriais fantasias
De abrigo e companhia.
Não me importava
Com o certo, o errado,
Ou o que seria melhor para mim.
O amor era como um vício,

Um delírio.