sábado, 8 de agosto de 2015

QUAL O LUGAR DO OUTRO EM NOSSAS VIDAS?

Qual o lugar do outro em nossas vidas?

Não é uma questão simples de responder. Talvez seja importante não está sozinho. O que é o mesmo que dizer que o outro não faz diferença e o que realmente importa é ter alguma companhia.

Mas estar com alguém implica sempre em perder um pouco de controle sobre as coisas.  Então, estar com qualquer um pode ser pior do que estar apenas consigo mesmo. O que az diferença é estar com alguém que se importe com a gente. E isso é algo que conquistamos apenas quando também nos importamos. Mas nada disso é suficiente a longo prazo. Somos sempre ameaçados pelo impulso de viver de acordo com nossas próprias leis e não em acordo com a lei do outro.

Assim, voltamos ao ponto inicial: Qual o lugar do outro em nossas vidas? 

O DILEMA DOS RELACIONAMENTOS

Relacionamentos estão fadados na maioria das vezes a culminar em fracasso. As pessoas não estão dispostas a se suportar e, na medida em que melhor se conhecem, tendem a se afastar uma das outras.  Mas estamos fadados a buscar companhia porque também não suportamos estar com nós mesmos inventando monólogos e carregando a própria sombra.
Relacionamentos são um mal necessário. O que não significa que eles nos fazem felizes. Pelo contrário, eles nos ensinam o  quanto a existência humana é vazia e insignificante e tudo que fazemos não passa de efêmero sofrer o tempo em busca de si mesmo nas coisas.


Relacionamentos não duram. Mas precisamos vive-los como se fossem eternos. Quando você não faz isso, viola a si e o outro através de um conviver vazio igual aquele que define sua medíocre vida social.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O SENTIDO DA SEPARAÇÃO

Não quero parecer certo do que penso,
Mas aponto os erros que compartilhamos
No dia a dia do nosso fracasso.
Não ficamos juntos por conveniência,
Nem no deitamos por falta de opção.
Apenas rasgamos um ao outro
Sem esperanças de futuro
Até sangrar o sentimento
Que nos uniam,
Consumando o silencio
E o descaso
Que desde o inicio nos definia.

Muito me orgulho da nossa separação.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

QUASE ENCONTRO....

Talvez em algum lugar dos fatos
Exista um jardim
Onde possamos caminhar em segurança.
Talvez tudo esteja mais errado do que pensamos
A ponto do certo se fazer possível.
Mas você não existe...
Apesar dos fatos.
Imaginações acontecem dentro das coisas
Enquanto a gente se reinventa
No outro lado um do outro.
Mas você não existe.

O mundo não é real....

ACROSS THE UNIVERSE


Tudo que eu queria
Era sentir meus átomos unidos
Como um poema
Em movimento através do universo.
Tudo que eu queria
Era que tudo mudasse no mundo
Enquanto eu observo o céu noturno
Sonhando o vácuo e imaginando futuros  laicos.
Este mundo humano não é suficiente para mim.
Sou mais que o planeta em sua mente
E menos que um grão de areia na imensidão indecente.
Eu apenas percorro o universo
Como um poema diante dos teus olhos.
O passado não vai mudar isso.
Não vivo de tradições
Ou metafísicas e falsas abstrações.
Eu apenas  questiono o universo.
E , talvez, eu não passe de um corpo de papel
Onde as palavras procuram abrigo.
Tudo pode mundar meu mundo...

https://www.youtube.com/watch?v=fx8jnhZOxnQ


DEPOIS DE TODO FIM

Havia ainda entre nós aqueles que amavam medrosos  e desesperançados colecionando decepções. Eram os incorrigíveis buscadores de  ilhas afetivas que resgatassem do degredo o autentica vida perdida agora substituída por uma degradada existência que lhes definia o dia a dia.

Eram os mendigos do coração, os inconformados e carentes que peregrinavam sem rumo e migalhas de afeto pelo mundo. Eram os que não tinham nada. Os inaptos  que negando o velho mundo morto da tradição abriam, ao mesmo tempo, mão da ausência inevitável de todo futuro.

Mas eles pouco importavam. Eram tempos de insegurança e  incertezas. Ninguém se bastava a si mesmo, mas era desafiado pela sobrevivência a viver como se o fosse.


Ninguém mais tinha muito a dizer. Nem os advogados da velha cultura, nem os defensores do mundo novo. O ceu e o inferno coincidiam na face da terra. Justamente quanto toda metafisica revelara sua   quase eterna estupidez. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

CONVIVÊNCIA

Descrentes da eternidade
Viviam do para sempre
Do passar dos anos,
Cientes do efêmero
E do devir do convívio,
Do lírico acontecer
Mais profundo do caminhar
De mãos dadas.
Seguiam pelo tempo
Sem pensar no amanhã,
Sem esperar soluções,
Apenas  vivam do para sempre

Do passar dos anos.