quinta-feira, 10 de julho de 2014

AFETOS E SEPARAÇÃO

Meus afetos habituados a tua ausência
Já não choram teu rosto.
Pois nossos passados,
Já tão desbotados,
Caíram da parede do tempo,
Desaparecendo nos abismos
Dos silêncios.

Seguimos em frente,
Sem saber um do outro
Desdenhando tudo que fomos
Em nossos dias compartilhados.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

AMOR E AGONIA

Afetos são tão incertos
que não há amor que não seja
uma forma de desassossego,
uma agonia
que só piora com o beijo
que consumando o afeto
nos consome.
O amor é como uma fome
Que nunca se cala.

sábado, 5 de julho de 2014

A ILUSÃO DO AMOR

Triste esperar que alguém
sonhe com a gente
uma realidade diferente
que realize nossa verdade.


Triste  viver
esperando um encontro,
um beijo e o infinito
para saber a realidade.
Triste é achar
que tudo depende do amor.

O LADO ESCURO DO AMOR

O amor nos leva a exigir do outro o impossível,
o máximo de nossas urgências
e o absurdo de nossas carências.

O amor é cruel e egoista,
pois o desejo transcende o objeto,
distorce o afeto
e inventa silêncios
na fome absurda da metafísica
de um beijo.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

DEFINIÇÃO DE AMOR

Guardei no bolso
algumas rotas esperanças
para imaginar o futuro
que meu passsado inventou.
O hoje é o lugar das promessas
que nunca se realizam.
O amanhã a decepção sublimada.
Eis aqui a mais correta
definição de amor.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

SOLITUDE

Não escute meus olhos
Ou tente entender meus pensamentos.
Não sou destes que se explicam
Ou dialogam.


Tudo em mim é silêncio,
Esquecimento e distancia.
Nada tenho a dizer
Que aos outros importe
Nem acredito em minhas próprias palavras.

terça-feira, 1 de julho de 2014

AFORISMAS SOBRE OS LIMITES DO AMOR

O objeto de nossos afetos nunca os recebe pacificamente. Nesta modesta premissa reside toda a barroca complexidade de nossa economia afetiva. 
 
Amar alguém nunca será suficiente. Por isso nenhum relacionamento erótico/privado nutre-se apenas da afetividade dos laços.

 
Não se pode escapar ao impulso de amar e a fatalidade de deixar de amar.

 
O amor acontece quando paramos de dialogar e cultivamos monólogos e imaginações através do outro.