domingo, 9 de março de 2014

PERDIDOS DO AMOR


Estávamos um do outro
ausêntes
naquele encontro casual.

Eramos mais pendências
do que sentimentos.
O cotidiano nos afrontava com  o silêncio
de nossas vidas partidas   
e nos engasgavamos com nossas
próprias palavras.

Como dizer um ao outro
o susto de cada dia,
o absoluto vazio?
Não dizem que a vida
é dos vencedores?
O que cabe a nós,
os vencidos?

Cada um fechado
em seu próprio grito
seguiu seu caminho
sem comunicar a dor
que deveras os unia....

quinta-feira, 6 de março de 2014

DESPEDIDA

Em qualquer tempo
De um amanhã incerto
Nos desencontraremos
De novo
As margens da eternidade.
Descobriremos
Mais uma vez
O novo
Morto sob nossos pés descalços
No lugar nenhum
De qualquer praia deserta.
Enterraremos definitivamente
Todos os nossos futuros...

A IRONIA DE AMAR

Quão estranho se fez
O amor que lhe tenho!
Quase não sei se te quero
Na ambiguidade de meus sentimentos
E afetos.
Quase não sei se te amo
No te querer longe
Quando te tenho perto.
Tudo que me define
É o indeciso vazio
Da tua abstrata ausência.

domingo, 2 de março de 2014

O AMOR NÃO EXISTE

O amor não existe
entre as coisas.
Não é um princípio
ou uma natureza,
mas a fantasia da consciência humana
para dizer a vontade de um beijo
nos olhos abraçados
em ilusões e sonhos.
O amor não é 
um dado da realidade
e muito menos sustenta
ilusões metafísicas
enquanto concreta experiência
da imaginação febril.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O VAZIO DO AMOR


Amor é palavra  vazia,
Quase uma mentira
Ou uma fantasia
Para vestir os vazios
Afetivos
Que nos corroem
Por dentro.


Amar é um ato ousado
De imaginação selvagem,

Um desafio a realidade...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ADEUS

Perdido de ti
E do mundo
Deixei gritar a vida
Na desvairada vontade
De ser em sua abstrata realidade.
Mas já era tarde.
Teu rosto dobrou
A esquina do destino
E se perdeu em qualquer parte
Do dia além de mim.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A PUBLICIDADE DO EROTICO

O erotismo publicitário encontra-se  em todas as partes do cenário de nossas imaginações erotizadas. Ainda vivemos das fantasias cretinas alimentadas pelas ilusões do gozo hierarquizado e domesticado. 

Ainda sustentamos em nossa economia sexual a ditadura do desejo formatado pelo gozo aprisionado pela pseudo racionalidade partriacal. 

Ainda estamos longe de qualquer maturidade afetiva.