Não são os amores
Que não dão certo.
São as pessoas
Que são incapazes
De conviver com
O intimo do outro
Como não se entendem
Com o próprio eu.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
RELACIONAMENTO E EGOISMO
Sentimentos nunca vem em primeiro lugar na cotidiana negociação da intimidade que caracteriza a vida privada. Não surpreende, portanto, que a grande maioria dos relacionamentos tenha por base convenções e conveniências e que a maioria dos casais entenda o amor como o exercício do egoísmo através do outro.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
QUANDO O OUTRO QUASE NÃO EXISTE...
O fortuito e o casual de nossa economia sexual, a troca impossível que define a dinâmica dos relacionamentos, torna a vida amorosa uma enfadonha rotina de desencontros.
Já não nos dizemos nada uns aos outros; apenas não queremos ficar sozinhos e nos conformamos as escolhas mais óbvias e pragmáticas.
Pode-se afirmar com razoável segurança que vivemos tempos de profunda banalização dos sentimentos e das emoções onde envolvimentos amorosos são quase um evento social e não um intercâmbio de intimidades e subjetividades.
O outro quase não existe...
Já não nos dizemos nada uns aos outros; apenas não queremos ficar sozinhos e nos conformamos as escolhas mais óbvias e pragmáticas.
Pode-se afirmar com razoável segurança que vivemos tempos de profunda banalização dos sentimentos e das emoções onde envolvimentos amorosos são quase um evento social e não um intercâmbio de intimidades e subjetividades.
O outro quase não existe...
ENCONTROS BANAIS
Já não diz nada
O beijo,
O compartilhado calor
Dos corpos.
Nada significa o encontro,
A prosa vazia e rala
Entre corações medíocres.
Romances ricos em tedio
Proliferam em noites de verão
Até o limite do vazio humano.
O beijo,
O compartilhado calor
Dos corpos.
Nada significa o encontro,
A prosa vazia e rala
Entre corações medíocres.
Romances ricos em tedio
Proliferam em noites de verão
Até o limite do vazio humano.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
DISTANCIAS E RELACIONAMENTOS
Vivemos tempos onde a simples percepção dos abismos que definem a distância entre o eu e o outro tornou-se a grande premissa de qualquer dialogo e compartilhamento de um mundo comum.
Em outras palavras, são as abstratas distancias entre nós que ditam, paradoxalmente, nossas estratégias de relacionamento...
Em outras palavras, são as abstratas distancias entre nós que ditam, paradoxalmente, nossas estratégias de relacionamento...
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
PASSIONALIDADE
Vagas e abstratas
São as realidades afetivas
E, entretanto,
Tão concretamente intensas,
Que nos espantam.
Custa crer que se curvam
Ao julgo de qualquer lei
Ou princípio
Quando se apoderam da consciência,
Quando nos impõem pensamentos
Em desvarios emotivos.
Dominados pela passionalidade
Somos escravos do que sentimos...
São as realidades afetivas
E, entretanto,
Tão concretamente intensas,
Que nos espantam.
Custa crer que se curvam
Ao julgo de qualquer lei
Ou princípio
Quando se apoderam da consciência,
Quando nos impõem pensamentos
Em desvarios emotivos.
Dominados pela passionalidade
Somos escravos do que sentimos...
O TRÁGICO DE AMAR
Ama quem quer
Para sempre o impossível,
Que inventa virtuais realidades
Contra a aridez dos fatos
E sofre...
Sofre como quem sente
Tão certa a ilusão do outro
Que a confunde com qualquer destino
De pensamento e de carne.
Para sempre o impossível,
Que inventa virtuais realidades
Contra a aridez dos fatos
E sofre...
Sofre como quem sente
Tão certa a ilusão do outro
Que a confunde com qualquer destino
De pensamento e de carne.
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