A lembrança da tua imagem
Afogou meus olhos,
Apagou o mundo,
E me deixou tão triste
Que eu já não via nada
Além da ausência
Da tua companhia.
Foi então
Que percebi
Que você
Não existia.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
O QUE É INTIMIDADE?
A intimidade é um jogo de negociações, uma curiosa economia onde sempre se perde para ganhar.
A intimidade é a nudez dos egoísmos compartilhados e mascarados como cumpricidade, uma vitória da solidão sobre nossas individualidades....
A intimidade é a nudez dos egoísmos compartilhados e mascarados como cumpricidade, uma vitória da solidão sobre nossas individualidades....
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
NÃO AME!
Os que amam
Não sabem o amor.
Pois quem o sabe
Não ama,
Não se engana
Com um beijo
Que de tão teimoso
Não significa nada
Além do próprio ato
Do beijo.
Não sabem o amor.
Pois quem o sabe
Não ama,
Não se engana
Com um beijo
Que de tão teimoso
Não significa nada
Além do próprio ato
Do beijo.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
ERRO
Não pense
O que eu não
Disse
E não saiba
O que eu sinto.
Desencontra
Tua boca da minha,
Desencanta meu desejo,
Até que se desfaça
O erro do nosso beijo.
O que eu não
Disse
E não saiba
O que eu sinto.
Desencontra
Tua boca da minha,
Desencanta meu desejo,
Até que se desfaça
O erro do nosso beijo.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
DESENCONTRADOS
Há muitos travos e silêncios
Entre nossas palavras,
Tantos interditos
Pudores e medos,
Que já não nos reconhecemos
No lugar comum
De qualquer dialogo.
Nossa fala é cega e muda,
Quase morta,
Em nossas inercias de convivência.
Entre nossas palavras,
Tantos interditos
Pudores e medos,
Que já não nos reconhecemos
No lugar comum
De qualquer dialogo.
Nossa fala é cega e muda,
Quase morta,
Em nossas inercias de convivência.
SEPARAÇÃO
Era tão pouco
O que vivíamos
No roto de nossos
Segredos íntimos
Que desfizemos
Um ao outro
No monologo surdo
De nosso relacionamento.
Tudo que ficou da gente
Foi o olhar ferido
Pelo outro mundo
De uma fotografia...
O que vivíamos
No roto de nossos
Segredos íntimos
Que desfizemos
Um ao outro
No monologo surdo
De nosso relacionamento.
Tudo que ficou da gente
Foi o olhar ferido
Pelo outro mundo
De uma fotografia...
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
ILUSÕES
Não raramente o amor é representado como uma resposta ao vazio, ás exigências de sociedade, ou as naturais inquietações e insatisfações, de nossa condição humana. É como se o jogo de concessões, negociações, desencontros afetivos, decepções e tensões inerentes a dinâmica de qualquer relacionamento não existissem e tudo não passasse de uma rotina cor de rosa de complementação eterna entre os enamorados.
Mas a grande verdade é que o amor absolutamente não representa resposta alguma as nossas carências afetivas ou dilemas existenciais. Normalmente ele se soma as inúmeras fontes de insatisfação cotidiana.
Estamos condenados a nós mesmos. Nada muda isso.
Aqueles que esperam a felicidade de algum relacionamento caem em uma ilusão fatal.
Mas a grande verdade é que o amor absolutamente não representa resposta alguma as nossas carências afetivas ou dilemas existenciais. Normalmente ele se soma as inúmeras fontes de insatisfação cotidiana.
Estamos condenados a nós mesmos. Nada muda isso.
Aqueles que esperam a felicidade de algum relacionamento caem em uma ilusão fatal.
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