sexta-feira, 27 de maio de 2022

O TEMPO DO MUNDO

O tempo do mundo
jamais será o tempo
dos meus dias.
Pois meu mínimo infinito
não cabe no sem rosto da eternidade 
ou nos destinos da humanidade.

Sei apenas o tempo mudo
de minhas infâncias,
os paraisos perdidos
que habitam minhas memórias, perdas e ausências. 

O nada do meu mínimo infinito é o saber deste momento incerto
onde nenhuma palavra traduz
a intensidade do instante
contra toda forma de eternidade.

O tempo  do mundo não é o tempo que me sonho vivo.
É o tempo da miséria dos séculos,
do inconcluso,
das destruições que regem
o futuro de Gaia
e a morte do homem

 



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