jamais será o tempo
dos meus dias.
Pois meu mínimo infinito
não cabe no sem rosto da eternidade
ou nos destinos da humanidade.
Sei apenas o tempo mudo
de minhas infâncias,
os paraisos perdidos
que habitam minhas memórias, perdas e ausências.
O nada do meu mínimo infinito é o saber deste momento incerto
onde nenhuma palavra traduz
a intensidade do instante
contra toda forma de eternidade.
O tempo do mundo não é o tempo que me sonho vivo.
É o tempo da miséria dos séculos,
do inconcluso,
das destruições que regem
o futuro de Gaia
e a morte do homem
Nenhum comentário:
Postar um comentário