não se confunde com a experiência de qualquer ausência.
Ele é antes de tudo uma presença,
um deserto que não para de crescer,
tomando conta de tudo que somos,
que seremos ou que fomos.
O vazio é um estar à deriva.
É a imensidão selvagem do oceano
depois do naufrágio.
O vazio é tão concreto,
tão familiar e evidente,
que não pode ser definido
como vazio.
Eis o paradoxo do seu segredo.
O vazio chama meu nome
em todos os lugares
como um velho amigo.
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