que não converso com flores
ou escuto a reclamação das arvores.
Faz muito tempo que não me revolto com o vento,
que não deito na grama ao teu lado,
e me esqueço do mundo,
das letras e regras,
embriagado pelos arcaicos silêncios do teu perfume.
Mas ainda brilha em meus olhos
uma luz selvagem,
um encanto de natureza,
e vontade de tempestades.
Ainda me lembro de nós
atirando pedras nos telhados
em protesto contra o por do sol.
Nenhum comentário:
Postar um comentário