sábado, 29 de agosto de 2020

ALGO SEM NOME

Há algo doendo, 
Doente,
Que escapa, 
Que grita,
Que treme,
Que alucina, 
E povoa novos silêncios. 

Há algo que morre
Sem saber a morte, 
Sem saber de mim
Ou da sorte.

Há algo que não tem nome,
Que foge, que busca,
E que me encontra
Num eu ausente 
Que me define 
No caos da existência
Impertinente. 

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