Aprender a conviver é uma estratégia de produção de si mesmo. Para tanto não
precisamos mitificar o amor ou a empatia nos relacionamentos. Pelo contrario, é
saudável relativizar um pouco a importância das pessoas em nossas vidas e
considerar a solidão como uma condição ontológica e uma experiência fundamental.
Somos seres relacionais, mas isso também
significa que somos propensos a conflitos e distanciamentos. Nossos apetites
pessoais regem nossas relações e envolvimentos, relativizam nosso isolamento. Mas
só nos tornamos íntimos de alguém na medida em que este alguém nos proporciona
algum prazer egoista.
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