Ainda
ontem a vida dançou conosco um momento sublime. Saboreamos a eternidade do efêmero e desejamos
ardentemente o impossível de um tempo novo quase eterno. A alegria corria no sangue e o coração sorria
ao instante. Mas hoje acordamos vazios daquela inusitada plenitude que nos
preenchia e nos reinventava em diálogos e simulacros. Acordamos no deserto da
velha rotina e o ontem tem gosto amargo de ilusão e sonho.
Seguimos
vivendo sem qualquer brilho rubro de
amor no branco dos olhos.

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