terça-feira, 6 de junho de 2023

SOBRE AS GUERRAS

As guerras provam que o bem não existe e que o mal acontece através de cada um de nós como resultado de nossas crenças coletivas.
Palavras como razão, amor, deus ou humanidade são palavras que não fazem sentido diante da brutal experiência de uma guerra.
Elas provam de modo cruel que não há nada mais estúpido e desprezível do que nações, bandeiras e exércitos.

VÍNCULOS

Um vínculo é um estado de indiferenciação entre a consciência e seu objeto.
É um ser outro na desimportância de si mesmo.
Somos naqueles que nos frequentam no tempo e no espaço da existência.
Nunca estamos sozinhos.

sábado, 13 de maio de 2023

AFETO & ESQUECIMENTO

Tudo que foi vivido
será apagado pelo tempo.
Não importa o quão importante
sejam dentro de nós certas pessoas, lugares e acontecimentos.
Tudo sempre morre.

Memória alguma resiste a crítica dos anos.
Tudo se perde em esquecimento
no eterno retorno da vida 
que nos devora.
Não existe história.

Tenho saudades de mim,
dos meus mortos,
e de coisas que nunca vivi
as margens do meu próprio tempo.

Tenho saudades da frágil eternidade
dos meus melhores momentos
e mais singelos sentimentos,
de tudo de bom que nunca mais será de novo em meus dias.

sexta-feira, 12 de maio de 2023

TEMPOS EFÊMEROS


Vivemos tempos efêmeros.
onde o fim é uma banalidade
ou, talvez, até mesmo
uma necessidade.

Onde tudo envelhece
cedo demais
e há sempre um adeus guardado
em cada momento
cravando covardemente  em nós um silêncio.

DIANTE DA ANGUSTIA

Angustia-me o viver comedido 
na prisão de tantas rotinas,
 o existir como coisa 
através de objetos
 que nos inventam falsas necessidades.
 Tudo hoje é simulacro, artifício, 
e vazio. 

Não há resposta para a angustia
 que me devora. 
Existe apenas a morte 
ou a ilusão de um dia seguinte.

SOLIDÃO & ALTERIDADE

Toda saudade é luto.
Toda lembrança é morte.
O outro é a parte mais importante
de nós mesmos.
Seguimos uns dentro dos outros,
mas cada um entregue 
a própria sorte.

sábado, 6 de maio de 2023

O OUTRO

O outro não é meu espelho,
meu objeto,
ou meu destino.
O outro é sempre
 um território desconhecido,
para sempre distante e perdido.

O outro é meu limite,
meu interdito,
meu avesso e meu vício.