segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O VAZIO DO AMOR


Amor é palavra  vazia,
Quase uma mentira
Ou uma fantasia
Para vestir os vazios
Afetivos
Que nos corroem
Por dentro.


Amar é um ato ousado
De imaginação selvagem,

Um desafio a realidade...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ADEUS

Perdido de ti
E do mundo
Deixei gritar a vida
Na desvairada vontade
De ser em sua abstrata realidade.
Mas já era tarde.
Teu rosto dobrou
A esquina do destino
E se perdeu em qualquer parte
Do dia além de mim.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A PUBLICIDADE DO EROTICO

O erotismo publicitário encontra-se  em todas as partes do cenário de nossas imaginações erotizadas. Ainda vivemos das fantasias cretinas alimentadas pelas ilusões do gozo hierarquizado e domesticado. 

Ainda sustentamos em nossa economia sexual a ditadura do desejo formatado pelo gozo aprisionado pela pseudo racionalidade partriacal. 

Ainda estamos longe de qualquer maturidade afetiva.
 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

INDIVIDUAÇÃO E RELACIONAMENTO

A individuação é o teleologico sentido da vida, se é que a vida faz algum sentido. E só nos tornamos individuados através do outro, quando somos capazes de sermos francos e honestos ao ponto de construirmos diálogos e trocas, preenchendo o tempo vivido com a intensidade da plena existência.
De certa maneira, compartilhar a vida  com alguém é um árduo processo de aprendizado do  abstrato fato de si mesmo.


AFORISMA DO NARCISIMO AMOROSO

Gostar de si mesmo através dos outros é uma premissa para os relacionamentos hoje em dia. 
 
Nem mesmo precisamos explorar os obscuros cenários de nossas afetividades. Tudo que esperamos é que o outro, contrariando a si mesmo, corresponda a todas as nossas expectativas.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A DECADÊNCIA DO BEIJO

A palavra amor,
De tão desgastada,
Não mais inspira
Os amantes
E um beijo
É apenas um beijo.

Não há mais tempo
Para afetos...
Apenas beijos,
Frios, mecânicos,
E rotineiros
Beijos...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

POEMA DO AMOR PERDIDO



Lamento que  meus sonhos
Tenham sido maiores
Do que minhas vontades
E eu,
Por pura vaidade,
Tenha tanto tempo perdido
Buscando o alívio
De não ser eu.
Queria tanto atender
De pronto
Todas as suas necessidades
Que me despi do rosto
Quando te beijei.