Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
AS DIMENSÕES SOCIAIS DO AMOR ROMÃNTICO
Relacionamentos afetivos, enquanto experiência privilegiada da vida privada, podem ser definidos como uma domesticação da intimidade, uma relação de alteridade, onde a emoção e o sentimento compartilhado, muitas vezes fica em segundo plano.
Por mais estranho que possa parecer, trata-se aqui de um empreendimento onde imperam codificações e convenções sociais que estabelecem uma racionalidade utilitária, obrigam ao exercício de uma persona.
As expectativas projetadas no outro estão longe da liberdade etérea das mais ingênuas idealizações de um relacionamento feliz, ancoram, pelo contrario, na mais concreta necessidade social de uma parceria privada e voltada para a experiência cotidiana do mundo em sua dimensão mais ordinária.
Finanças, status, carências afetivas, frustrações, comodismos dentre outras banalidades humanas escondem-se muitas vezes sob à mascara do amor romântico.
terça-feira, 23 de julho de 2013
LIMITES DO RELACIONAMENTO
Somos todos solitários,
Solidários a nós mesmos,
No desafio manso
De um beijo.
Cada encontro
É um esforço torto
De solidão
Onde nos buscamos
no espelho do outro.
.
CONTRA CASAMENTO
O amor antigo
Não dura muito.
Pois estar
demasiadamente juntos
Dói.
Asssim,
Não nos encontramos
Em nossos encontros
Mas no constante
de nossas separações.
CONTRA O AMOR AO PRÓXIMO
Muitos relacionamentos são pragmáticas opções contra a solidão.
Por isso se desfazem nos lugares comuns do amor
E na falta de coragem de se buscar
Contra o mundo
A loucura de estar consigo mesmo
Através de alguém.
Estabelece-se, assim,
Um novo principio:
Ama quem te encanta através de si mesmo.
Pois teu próximo
Não existe....
CONTRA AS LOUCURAS DE AMOR
As coisas mais absurdas são feitas em nome do amor.
Talvez amar seja uma espécie de patologia que nos desafia a aprender a gostar, a reconhecer o outro como algo diverso daquilo que queremos e sabemos dele.
Em poucas palavras, sem um pouco de desencontro nenhum relacionamento é possível.
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