que me surpreende
intimamente
no mais profundo do inconsciente.
É sempre um estrangeiro
que veste o meu rosto,
que inventa meus atos,
atualiza o passado,
e desaparece aos poucos.
Há sempre uma sombra
onde meu ausente
sepultou despedidas.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.