Nos veremos de novo qualquer dia,
sob o sol que ilumina a rua
e faz da vida alucinação,
movimento e constante transformação.
Nos veremos, em breve.
Antes que nos devorem de vez
os dias,
nos veremos.
Fala-se aqui com máxima franqueza sobre as representações contemporâneas das paixões e emoções que definem a dimensão instintiva em suas configurações humanas, apontando para uma superação do carcomido modelo do amor romântico apostando, ao mesmo tempo, no mais profundo sentimento do outro que define os amantes.
Nos veremos de novo qualquer dia,
sob o sol que ilumina a rua
e faz da vida alucinação,
movimento e constante transformação.
Nos veremos, em breve.
Antes que nos devorem de vez
os dias,
nos veremos.
No final todo relacionamento é silêncio.
Não importa a memória dos seus bons momentos,
a força dos vínculos que o sustentam.
No final tudo acaba, de um modo ou de outro,
em silêncio.
Só a solidão é constante...
Todos os amores são iguais.
Todos os amores morrem.
Todos os amores desamam.
Todos os amores exigem ingenuidade,
sobrevivem de pequenas mentiras
e de grandes hipocrisias.
O amor é o erro perfeito,
uma ilusão fatal.
Só há amor onde vive a saudade.
Onde impera uma ausência
dentro de qualquer solidão.
O amor é uma falta
que nos transborda.
Nunca uma troca,
ou comunhão.