segunda-feira, 13 de junho de 2016

UTOPIA SENTIMENTAL

Preciso de outra vida
Para viver com você
Outros  dias.
Esta já esta rota,
Quase não respira.
Não permite novos começos,
Superar meus erros, perdas
ou limitações.

Preciso de outra vida
Para ser ao teu lado
Novamente aquele eu
Que se perdeu do rosto,
Que vaga no tempo
Até hoje
Unicamente a sua espera.


SENTIMENTO E EXISTÊNCIA

Tenho  afetos que me governam
E um eu que se equilibra
Entre realidade e fantasia.
Há horas de pensar
E instantes de sentir
Em um constante divagar
Da experiência de ser
Através dos outros.
Ninguém existe por inteiro...


sexta-feira, 10 de junho de 2016

O AMOR NÃO É UM VALOR UNIVERSAL

O amor pode ser definido como uma espécie de dependência da pessoa que nos é intima. Por isso envolve exclusividade e atenção afetiva, um estar junto com certa constância, onde ás vezes é difícil dizer se existe grande diferença entre a paixão e a loucura. A vida a dois é marcada por uma tensão permanente onde somos desafiados a atender expectativas, preencher vazios e corresponder, mesmo que parcialmente, a imagem que o outro tem da gente.  


O amor também pressupõe um relaxamento da capacidade critica, uma tendência á benevolência frente ás falhas, erros e defeitos do outro. Justamente por isso, as vezes o amor nos torna vulneráveis e prisioneiros de situações ou relacionamentos perversos. Algo que precisa ser dito é que não amar é um varias circunstâncias mais importante do que amar. O amor está longe de ser um valor universal.

terça-feira, 7 de junho de 2016

CAMINHANTE

Gosto de caminhar sozinho,
Viver  cada pequeno detalhe deste caminho
Cujo percurso  conheço cada vez menos
Com o passar dos anos.

É estranho como as coisas mudam
Ou o tempo transforma o olhar
Alterando  as expectativas de destino
Durante a caminhada.
Nunca chego de fato
A qualquer lugar.
Pois apenas em meu incerto
E inventado intimo
Reside de fato

Meu abstrato destino.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O DITO E O DESDITO

O dito pode ser desdito.
Basta que a palavra se perca
Do sentido, do razoável
E que o dialogo acabe
Por qualquer razão.
É tão fácil...
Vive  acontecendo por ai
A torta e a direita.
Quantas juras de amor
Não desapareceram no tempo?
Quantas afirmações convictas
Não caíram no equivoco?
Há sempre um dia depois do outro.
Um tempo de rasgar palavras
 E antigas mensagens guardadas

Na memoria do celular.

CASAL SURREAL

Teus olhos me dizem um mundo.
Mas você não enxerga além da tua janela.
Sempre te encontro onde você não está.
Talvez seja meu destino
Inventar qualquer versão de você
Enquanto nos desencontramos
Buscando  sinais de futuro
Onde o passado agoniza.
Somos apenas um casal virtual
Tentando reinventar o banal
Da mais simples realidade

Ainda  possível.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

DIÁLOGOS IMPOSSIVEIS

Só existe diálogo
Onde há desencontro,
Um tanto de estranhamento
E discórdia.

Existimos  provisoriamente
Entre nossos insuficientes egos
Perdidos em diálogos vazios
Onde nos enterramos em cotidiano.

Somos um silencio, uma falta
Que apenas cresce
Enquanto conversamos.