quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

SOBREVIVÊNCIA E CETICISMO

Não  guardo vestigios
dos meus antigos sonhos
de felicidade.
Aprendi a ser pragmático,
a viver, pura e simplesmente,
de realidade.

Há algo de feliz em ser triste,
embalado pelo mais transparente ceticismo.

Reconheço os limites do meu existir banal,
todas as minhas impossibilidades,
e me conformo aos meus silêncios,
sem esperar reviravoltas ou milagres.

Sobreviver a mim mesmo
é meu único  objetivo
contra o tempo que me ensina
a morrer sem motivo.




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