consumindo banalidades
Elas vivem abaixo do cotidiano.
Pouco sentem ou percebem
além do imediato dos subterrâneos.
Sabem apenas a sobrevivência crua
dos boletos, horários, da ordem pública.
Para elas o mundo é simples,
menor que um ovo,
no tempo do sempre igual
que os relógios inventam.
O mundo não lhes interessa.
O mundo, para elas,
é mera quimera,
uma grande ilusão
no simulacro da existência.
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