Ainda que a vida siga,
sempre precária na aridez dos dias,
é preciso inventar qualquer alegria
nas horas mortas da tarde
contra toda melancolia.
Mesmo sem qualquer ilusão de esperança,
é preciso colorir palavras e discursos
para decorar nosso existir danificado
a sombra de mil distopias.
Evitemos o estranhamento e o assombro
que tanto nos consome.
Sejamos duros como as pedras,
resignados como as folhas,
e indiferentes como o vento.
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