segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A DIMENSÃO SOCIAL DOS RELACIONAMENTOS


O amor reduz o múltiplo a dualidade do eu e do tu. Mas este é apenas  seu próprio modo de inventar um “nós”  no limite do social e do individual. Se o afeto compõe um vinculo dual, ao qual todas as demais relações ficam subordinadas, nem por isso ele deixa de ser expressão de uma pratica social/ coletiva, pois a dualidade dos amantes não existe sem a multiplicidade do nós. A busca de reconhecimento das relações  homo afetivas no plano coletivo é um bom exemplo deste condicionamento.   

Não há relacionamento possível fora das condicionantes de um meio social que define a própria possibilidade e formas de expressão ou protocolos  de um relacionamento possível. Deste modo, os  amantes gozam de autonomia relativa  em seus protocolos amorosos. A interseção entre o publico e o privado definem as praticas amorosas. Mas, em contra partida, é através do amor, da busca por uma autonomia cada vez maior na escolha das possibilidades de relacionamentos possíveis, que o eu e o tu redefine o nós.

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