O amor reduz o múltiplo a dualidade do eu e do tu. Mas
este é apenas seu próprio modo de
inventar um “nós” no limite do social e
do individual. Se o afeto compõe um vinculo dual, ao qual todas as demais relações
ficam subordinadas, nem por isso ele deixa de ser expressão de uma pratica
social/ coletiva, pois a dualidade dos amantes não existe sem a multiplicidade
do nós. A busca de reconhecimento das relações homo afetivas no plano coletivo é um bom
exemplo deste condicionamento.
Não há relacionamento possível fora das condicionantes
de um meio social que define a própria possibilidade e formas de expressão ou protocolos
de um relacionamento possível. Deste
modo, os amantes gozam de autonomia relativa
em seus protocolos amorosos. A interseção
entre o publico e o privado definem as praticas amorosas. Mas, em contra
partida, é através do amor, da busca por uma autonomia cada vez maior na
escolha das possibilidades de relacionamentos possíveis, que o eu e o tu
redefine o nós.
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