A invenção da aversão, a construção do
inimigo, é sempre sintoma de totalitarismo. Trata-se de um eros invertido,
de uma vocação negativa a obsessão pelo outro, que exige a destruição da própria
sociabilidade pelo poder. Tal experiência acontece no mais intimo do cotidiano,
através de nossos afetos sociais mais secretos.

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