Ninguém sabe mais se masculino e feminino se complementam ou se, de fato algum dia, significaram um para o outro qualquer outra coisa além de um impulso biológico para a reprodução da espécie.
Hoje, quando a oposição sexual deixou de arbitrar os relacionamentos, o encanto da diferença anatômica deixou de fazer sentido assim como as fantasias e idealizações do amor romântico.
Sabemos agora que, ironicamente, concebemos relacionamentos como a possibilidade de encontrar através do outro um equílibrio que falta em nosso próprio intimo. Como se isso fosse razoavelmente possível...

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