a autonomia linguística.
A vida e a morte,
o amor e o ódio,
a verdade e a mentira,
o certo e o errado,
a liberdade e a escravidão,
tornaram-se expressões vazias
de uma realidade sem alma
circunscrita a partilha do dizivel
na agonia do sensível.
Os opostos nivelados no nada
não expressam mais o corpo,
não transbordam o universo.
Só há simulacros
onde antes existia o mundo,
o sentido e o mistério
do delírio do amor através dos conflitos.
Mas o mito abandonou o tempo
e agora tudo é finito,
visível e isolável
na confusão entre a palavra,
o número, a multidão,
e o deserto.
Há tanta linguagem
que se tornou impossível o permissível
de qualquer forma comunicação.
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