do corpo na rua
preso ao momento,
é preciso fugir a concretude do instante,
inventar um destino que escape
ao previsivel dos passos.
Há sempre um bar,
uma praça ou um jardim
que foge a ordem das rua reta.
Qualquer afeto que nos busca no vento,
um desfazer do eu na vida em movimento.
Há sempre uma oportunidade de fugir a si mesmo,
ser um outro no espelho de qualquer janela.
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