Simpatias e
antipatias definem nossas convivências, nossa economia afetiva. Elegemos
aqueles que nos são mais próximos e estabelecemos distancias em relação a
maioria das pessoas que nos frequentam. Isso é o que dá sentido a palavra
amizade, a troca de intimidades e compartilhamento de experiências diárias.
Mas há uma boa
dose de narcismo em nossas afinidades eletivas. Tendemos a afirmar identidades
coletivas através de nossos relacionamentos íntimos. Há pouco de nós em nossas
escolhas. Elas estão condicionadas a um certo conformismo sedentário a padrões
e etiquetas. Somos copias de copias entre copias de estereótipos sociais.
Em suma,
simpatias e antipatias estão longe de serem determinadas por um critério
afetivo e expontaneo sem condicionantes normativos.
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