É obvio que não me importo.
Mas os olhos daquela menina
Exibiam uma profundidade de mar.
Decoravam seu rosto de modo tão intenso
Que me faziam sentir diante de uma deusa.
Como encantam as aparências.
Tomamos por belo o que nos agrada os olhos.
Ou, neste caso, os olhos que nos agradam.
Não precisava conhece-la para acha-la especial.
Como se fosse possível saber desde sempre
A verdade de uma pessoa.
Não importa quantas vezes
nos iludimos com o belo.
Sempre acontece de novo
Como se fosse o imperativo de uma sina.

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