A derradeira premissa
dos encontros contemporâneos que define a gênese dos relacionamentos em nossa
sociedade de simulações, é o pressuposto de que o outro, mesmo quando atraente,
esconde sempre um lado sombrio, qualquer escura carência em sua existência,
qualquer deficiência, que justifica a própria busca o outro.
Ou procuramos o efêmero
de um coito ou o pesadelo de um relacionamento torto que nos cale algumas
fundamentais carências.
O investimento amoroso, em um ou outro caso, já não é mais
um empreendimento que nos promete qualquer ilusão de felicidade.

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