depois a esposa de alguém,
A mãe de alguém,
A avó de alguém...
Em poucas palavras,
eu sempre fui ninguém.
Vivi a sombra de um sobrenome
e de muitos homens
sem poder ser alguém.
Silenciaram minha voz,
usaram meu corpo
e, por fim, me enterraram
no jazigo da família
como filha, mãe e devotada esposa,
quase uma coisa...