quinta-feira, 5 de março de 2026

FEMINICIDIO

Sempre fui a filha de alguém,
depois a esposa de alguém,
A mãe de alguém,
A avó de alguém...

Em poucas palavras,
eu sempre fui ninguém. 
Vivi a sombra de um sobrenome
e de muitos homens
sem poder ser alguém. 

Silenciaram minha voz,
usaram meu corpo
e, por fim, me enterraram
no jazigo  da família
como filha, mãe  e devotada esposa,
quase uma coisa...